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Cancelamento de compras após receber o pedido está entre os golpes mais aplicados, diz estudo

Felipe Oliveira
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Um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), em parceria com o Sebrae, trouxe um dado que deve ligar um sinal de alerta para empresas que vendem produtos na internet: 14% dos entrevistados afirmaram que já realizaram o cancelamento de uma compra realizada via internet após receber o produto.

Pior, o resultado aponta apenas a movimentação dessas pessoas nos últimos 12 meses. O levantamento ainda mostra que uma a cada cinco pessoas admite ter adotado algum comportamento ilícito com empresas, pessoas ou o governo, com a intenção de levar uma vantagem financeira, nos últimos 12 meses.

A pesquisa ranqueou as 19 fraudes mais cometidas pelos consumidores contra empresas. Além das pessoas que admitiram pedir o cancelamento após receber o produto, 12% afirmaram mentir que um produto não chegou para tentar receber a devolução do dinheiro ou outra mercadoria igual.

Por fim, 11% dos entrevistados disseram que já pediram estorno de compras realizadas na internet tendo recebido e não devolvido o produto. A contestação de um pagamento online realizado com cartão de crédito, inclusive, é uma das grandes dores de cabeça do e-commerce.

Para se ter uma ideia, esse problema está presente, em média, em 3 a cada 100 transações feitas com pagamentos digitais no Brasil e pode ser um indício de fraude. Essa contestação é chamada de chargeback, uma ferramenta criada pelas operadoras de cartão para proteger o portador em transações de cartão não presente (ou seja, naquelas que o usuário não precisa colocar a senha para concluir um pagamento, apenas número do cartão, prazo de validade e o CVV, ou código de segurança).

Leia mais: Por que terceirizar a solução de prevenção à fraude do seu e-commerce é importante

Ou seja, o consumidor sempre está protegido quando não reconhecer uma compra online – o que acabou criando uma brecha para criminosos aplicarem fraudes digitais. Mas claro, nem todo chargeback é uma fraude e existem algumas fraudes pelas quais é possível reverter esse pedido do fraudador.

Mas aí você pode se perguntar: “como identificar essa fraude e me proteger”?

Fraudes como as admitidas pelos consumidores na pesquisa descrita acima são bastante conhecidas. E o que pode te ajudar a se proteger é algo que falamos bastante por aqui: a análise do dispositivo!

Ao fazer a análise do contexto, uma plataforma como o AllowMe consegue identificar que determinada transação é fraudulenta. Algumas movimentações desse “cliente” na internet deixam claro que já estava mal-intencionado no ato da compra.

Imagine que ele vai comprar algum console que custa entre R$ 2.500 a R$ 3.000. Você acha que ele realmente vai comprar o mais barato ou ainda fazer algumas pesquisas para comprar preços? Claro que nem todo mundo faz essa pesquisa, mas já é uma indicação de como se proteger desse tipo de golpe.

Por isso, para e-commerces, é fundamental contar com soluções antifraudes que têm foco na análise do dispositivo – estas tecnologias vão analisar diversos fatores de risco (desde informações cadastrais básicas até métricas de comportamento de navegação) para classificar o risco daquela transação.

É possível, também, reforçar esta verificação observando diversos outros fatores ao longo da jornada digital do cliente, desde a criação da conta à alteração de dados cadastrais, os dispositivos utilizados para o pagamento, etc. Esses monitoramentos, feitos por plataformas de proteção a identidades digitais como o AllowMe, enriquecem e aumentam a eficiência da análise de risco em lojas virtuais e pagamentos digitais, além de melhorar a experiência do bom cliente.

Quer saber como podemos te ajudar? Preencha este formulário!

Artigo escrito por Felipe Oliveira

Felipe Oliveira é jornalista apaixonado por futebol, mas decidiu levar os esportes apenas como lazer depois trabalhar direto da redação em uma edição de Jogos Olímpicos e uma Copa do Mundo. Formado também em Direito, desde 2019 aceitou o desafio de escrever sobre tecnologia e, em 2021, atuar com marketing no mercado de prevenção à fraude e pagamentos digitais. No tempo livre gosta de assistir a jogos de futebol e matar a saudade da infância com canais de YouTube sobre games antigos.

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