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O avanço do metaverso e das criptomoedas vai transformar o mercado de prevenção à fraude?

Redação AllowMe
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O avanço do metaverso e das criptomoedas vai transformar o mercado de prevenção à fraude? 

Você já parou para se perguntar como o avanço do metaverso irá impactar as ferramentas de autenticação de identidade digital? Ou ainda, quais os desafios de prevenção provocados pela expansão das criptomoedas? 

Esses foram alguns dos temas abordados no 10º episódio do podcast Em Busca da Bala de Prata,  mediado por Lívia Soares, CRO do AllowMe e com participação de Guga Stocco, cofundador da Futurum.Capital e Luis Zan, superintendente de Prevenção à Fraude da XP Investimentos. 

Confira na íntegra: 

Planejamento 2023 e um olhar para o futuro 

Em um bate-papo descontraído, os executivos discutiram como o mercado de prevenção a fraudes e tecnologia deve evoluir de modo a proteger a identidade digital dos usuários e falaram sobre oportunidades e desafios colocados pelo avanço de tecnologias disruptivas, como blockchain, open banking e web 3.0. 

O que é identidade digital e como ela pode ajudar na prevenção de fraudes?

Um dos temas da conversa foi o metaverso, que vem chamando a atenção de empresas e investidores. Segundo o JP Morgan, US$54 bilhões estão sendo gastos em bens virtuais a cada ano e, de acordo com relatório divulgado pelo Citi, 5 bilhões de pessoas devem integrar o metaverso até 2030, um mercado que pode atingir a marca de US$13 trilhões. 

Para Guga Stocco, se hoje a autenticação de identidades se dá principalmente por celulares e notebooks, em um futuro breve ela deverá ocorrer via dispositivos ainda nem difundidos. Por exemplo, a autenticação via biometria facial em câmeras de supermercados, que permitirá ao cliente uma compra sem fricção.

“E aí vai começar a mudar o que a gente entende, por exemplo, pela Lei de Proteção de Dados. Isso porque quanto mais eu libero meus dados, melhor a minha vida fica. Ela passa a ser customizada no dia a dia e não só na internet. A gente vai ver o ser humano questionando muitas coisas: Será que eu entrego essas informações para ter uma vida mais simples? Como eu controlo isso? Como eu garanto que tipo de informação estará disponível para cada device? E serão N devices”, completa. 

Saiba mais:

Para Luis Zan, a autenticação via novos gadgets trará uma complexidade maior. “Talvez não consigamos usar os processos tradicionais. A evolução do mercado de prevenção à fraude vai ter que ter muita criatividade e novas features deverão compor o controle de risco”, afirma. O especialista acredita que cada vez mais o foco será concentrado na autenticação do usuário já no acesso, até mesmo para a manutenção de um equilíbrio entre experiência e segurança. 

Livia Soares reforça que a Web 3.0 tem atraído a atenção não apenas dos investidores e das organizações, mas também dos fraudadores, o que exige um movimento rápido das empresas, principalmente daquelas ligadas à prevenção à fraude. Há de se buscar um ecossistema mais seguro, já vislumbrando a descentralização dos fatores de autenticação de identidades.   

“Quando falamos de metaverso e NFT,  acredito que o principal risco é justamente o roubo possível da conta”, diz. Isso porque o NFT é um bem exclusivo, cuja valorização está diretamente vinculada a esta exclusividade e que possui um valor financeiro lastreado na criptomoeda Ethereum. “Essa dinâmica faz com que o fraudador tenha mais apetite para descobrir como roubar essas contas e ter acesso àquela NFT”, pontua.

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