“Posso fazer um PIX?” Com certeza você já ouviu essa frase desde que o novo meio de pagamentos foi aprovado pelo Banco Central (Bacen) e entrou em vigor no fim do ano passado. O PIX caiu tanto no gosto do brasileiro que se tornou o meio de transferência mais usado no país, deixando os boletos bancários e as TEDs para trás.

Um relatório divulgado pelo Bacen mostra que o PIX disparou na liderança, sendo utilizado em pouco mais 649 milhões transferências de crédito em maio de 2021. No mesmo período, os boletos bancários foram utilizados 341 milhões de vezes, contra 115 milhões de TEDs.

O último mês em que o PIX esteve atrás da TED foi em dezembro. Em março, os pagamentos instantâneos superaram os boletos pela primeira vez e, desde então, praticamente triplicaram no uso mensal.

No levantamento realizado pelo Bacen, nota-se que tanto TED quanto o boleto bancário tiveram uma queda no total de utilizações desde que o PIX entrou em vigor. Os boletos, que como diz a internet são invencíveis (para desespero da nossa geração cringe), até recuperaram o fôlego, mantendo uma estabilidade de 340 milhões na quantidade de uso.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Contudo, o PIX ainda está longe de liderar o ranking quando o assunto é valores. Enquanto as transações com PIX ultrapassaram os pagamentos com boleto e somaram R$ 392,4 bilhões em maio, as movimentações com TED acumularam R$ 2,85 trilhões no mesmo mês.

Moral da história? O PIX não chegou, necessariamente, para substituir boletos ou TEDs. Os pagamentos instantâneos até tomaram um espaço das Transferências Eletrônicas Disponíveis, especialmente para pagamentos simples, do dia a dia e de valores mais baixos. Mas, quando se trata de somas mais elevadas, a TED ainda é a primeira opção – não à toa, o volume transacionado delas não caiu.

Cartão de crédito x débito

Outro dado que chama atenção nos dados divulgados pelo Banco Central é com ao cartão de crédito, que pela primeira vez desde 2019 superou o de débito como meio de pagamento mais utilizado (on e offline).

Segundo o Bacen, foram realizadas 3,145 bilhões de operações com cartões de crédito no primeiro trimestre de 2021, ante 2,98 bilhões de operações feitas com cartão de débito no mesmo período.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mas aí você se pergunta: o que isso tem a ver com prevenção à fraude?

TUDO! Como todas as transações on-line que crescem constantemente, o aumento do PIX ou nos pagamentos com cartões de crédito chama a atenção de fraudadores, que começam a desenvolver diferentes tipos de golpes.

Isso faz com que a área de prevenção à fraude tenha de estar cada vez mais atenta para evitar problemas. Antes de mais nada, sim, o PIX é um meio de pagamento bastante seguro e foi desenvolvido para facilitar a vida dos bons clientes – e não de fraudadores.

Mas é claro, sem a colaboração do usuário final não será possível. Se nós, no papel de usuários finais do PIX, não tivermos cuidados com nossos hábitos on-line e em proteger nossos dados e também as nossas chaves, como poderemos exigir que o PIX seja um ambiente seguro?

Como já publicamos aqui no blog, as chaves do PIX já foram utilizadas em memes e desafios, o que não é tão seguro assim.

Proteção de identidades digitais

Tornar o PIX seguro não é uma tarefa somente do usuário final, mas sim das instituições que participam do ecossistema de pagamentos instantâneos. Se como pessoas físicas temos que cuidar bem de nossas chaves, para as pessoas jurídicas um dos melhores caminhos para tornar o PIX seguro é a proteção de identidades digitais – especialmente a partir de dispositivos móveis.

A maioria das transações do PIX é feita utilizando um dispositivo móvel. Por isso, camadas de proteção terão que ser implementadas tanto nos processos de onboarding/cadastro de um novo cliente para criação de contas, como também em toda a área logada das plataformas – contemplando cenários de troca de aparelho, atualização cadastral, recuperação de contas, entre outros pontos de oportunidade para fraudadores para invasão de contas.

Quando o assunto é prevenção à fraude, também é sabido que, com os milhões de dados vazados recentemente, nada impede de um fraudador tentar se passar por um bom cliente ou ainda clonar um cartão para realizar essas transações on-line. Nós também já falamos sobre algumas fraudes envolvendo cartões de crédito aqui.

E é em casos como esses que o AllowMe entra. Nossa plataforma é capaz de contribuir com a validação de identidade digital e detectar comportamentos que possam comprometer a identidade de usuários, tornando as transações do PIX ou com o cartão de crédito mais seguras.

Quer saber mais sobre como podemos ajudar? Entre em contato com nossos especialistas preenchendo este formulário.