A chegada do PIX mexeu com as transações bancárias, já que, com ele, é possível transferir, receber ou fazer pagamentos de forma instantânea, bastando estar com o celular em mãos. Essas facilidades farão com que o novo meio de pagamento do Banco Central abocanhe até 20% do mercado de transferências bancárias, que hoje geram uma grande parcela das receitas dos bancos, segundo pesquisa da consultoria Ernst Young. Mas como será o PIX no e-commerce: será que ele vai substituir o cartão de crédito, meio de pagamento favorito do consumidor brasileiro?

O PIX vem sendo tão bem recebido pela população que, segundo dados do Banco Central, mais de 133,8 milhões de chaves já foram criadas desde o lançamento do meio de pagamento eletrônico, em novembro de 2020.

O cartão de crédito será substituído pelo PIX no e-commerce?

Bom, antes mesmo de responder a essa pergunta, temos que entender um pouco sobre o comércio eletrônico no Brasil, um país com uma população de 211,4 milhões de habitantes. Você pode se perguntar: “tá, mas o que essa quantidade de pessoas tem a ver com o e-commerce?”.

E daí?

 

 

 

 

 

Acontece que, com esse número de habitantes, o Brasil ainda tem uma margem de crescimento muito grande para esse mercado. Dados da JP Morgan apontam que, apesar de existir a expectativa de crescimento de 10,7% no comércio eletrônico no país até 2021, apenas 3,2% dos gastos totais do varejo no Brasil correspondem a vendas online.

Para se ter uma ideia, setores tradicionalmente fortes de e-commerce na Europa, como roupas e confecções ou saúde e beleza, representam apenas 4,3% e 3,4% do valor total do comércio eletrônico por aqui. Ou seja, ainda temos muito a percorrer.

E as formas de pagamento favoritas no e-commerce?

É exatamente aqui que entra a “disputa” cartão de crédito x PIX no e-commerce. O e-commerce possibilita que os pagamentos sejam realizados de várias maneiras, seja no débito, crédito, no boleto e, mais recentemente, com o PIX – ainda em caráter experimental em muitos players.

Há anos o cartão de crédito é o favorito do brasileiro no comércio eletrônico: vários estudos indicam que este meio de pagamento corresponde de 60 a 70% no e-commerce, contra aproximadamente 21% do boleto bancário. Esta preferência pode ser explicada principalmente pela possibilidade de parcelamento, mas também pelo acúmulo de pontos em programas de fidelidade e benefícios.

Uma das coisas mais importantes a se destacar é que o novo meio de pagamento não oferece a opção de crédito, ou seja, o usuário precisa ter dinheiro na conta. Esse é um dos motivos que impedirão o PIX de assumir o protagonismo no pagamento das compras online logo de cara.

“O volume do PIX hoje, em se tratando de crédito x débito, não deve ultrapassar 10% do valor que roda hoje em crédito. Se uma instituição transacionar R$ 1 milhão em crédito, o PIX deverá girar em torno de R$ 100 mil”, acredita João Lins, diretor do AllowMe.

Vou pagar com o cartão de crédito

Como dissemos, comprar utilizando o cartão de crédito traz outros benefícios ao usuário. Se você possui cartão de crédito (e estiver cadastrado nesse serviço) sabe que suas compras com ele acumulam pontos que podem ser resgatados posteriormente.

E esse tipo de atrativo é um dos motivos que deve manter o cartão de crédito em alta no e-commerce. “No fim do dia, quem manda é o usuário. Enquanto ele tiver muitos benefícios utilizando o cartão de crédito, ele que vai medir: % de desconto à vista ou pagar em 10 vezes parcelado ganhando pontos e outras vantagens?”, questiona João Lins.

E a segurança dos pagamentos digitais?

Mas nem tudo são flores para quem compra com o cartão de crédito. Sabendo que o e-commerce tende a crescer cada vez mais no Brasil e que o pagamento com cartão de crédito seguirá sendo o mais utilizado, os cibercriminosos não perderam tempo.

Um dos problemas enfrentados tanto por administradoras quanto por clientes são fraudes relacionadas ao resgate de pontos. Aproveitando-se da fragilidade das senhas, que muitas vezes são fáceis de adivinhar ou até mesmo recorrentes, criminosos conseguem invadir as contas de clientes com muitos pontos, com objetivos de comercializá-los no mercado informal.

Sem pontos, sem viagem

 

 

 

 

 

Uma das formas utilizadas pelos golpistas para conseguir acessar essas contas é por meio do phishing, uma técnica de fraude eletrônica que tem a intenção de roubar dados pessoais. Os criminosos disparam e-mails bem elaborados e tentadores, com grandes ofertas, e, se o cliente for enganado e clicar no link, poderá ter seus dados de acesso roubados.

“O pior caso, seja do PIX ou do cartão, é de fato o golpe que ocorre por compras fora das plataformas. Nosso dever é ensinar nossos compradores a sempre fazer compra dentro da plataforma, fazer a verificação. O phishing sempre acontece, o problema não é o PIX (ou o cartão), mas o phishing, que leva a pessoa para fora e faz a fraude. A partir daí a gente não consegue nem se defender ou defender o usuário nesse processo”, explica Victória Brosko, head de pagamentos e prevenção a fraudes do Enjoei, durante participação no webinar AllowMe Sessions – que você pode conferir abaixo.

Mas como se proteger?

Se você ficou preocupado com o futuro de sua empresa ou até mesmo com os pontos que possui no cartão de crédito, saiba que essa é a questão mais simples de ser respondida. O AllowMe possui tecnologia capaz de reduzir fraudes, elevando o nível de verificação de usuários e evitando roubos de contas.

Para conseguir proteger seus usuários, uma das melhores alternativas é implementar o Múltiplo Fator de Autenticação (MFA), capaz de trazer mais segurança durante cadastros, acessos e transações. E é exatamente esse recurso que faz do AllowMe uma excelente solução para casos como roubos de pontos, já que ele utiliza a validação de dispositivos (móveis ou browsers) e o MFA.

Para se ter uma ideia da eficiência do AllowMe, a implantação do sistema em uma empresa que pratica o resgate de pontos levou a uma análise nos processos. Com isso, foi possível a redução de 95% das fraudes sofridas pelo cliente.

Quer saber mais como o AllowMe pode te ajudar? Entre em contato com nossa equipe de especialistas, é só preencher este formulário.

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