A pandemia que atinge o mundo desde o início de 2020 mudou o comportamento do consumidor, principalmente por conta do distanciamento social. E isso fez com que algumas formas de pagamento ganhassem espaço e ficassem cada vez mais populares, como o link de pagamento.

Esse método cresceu demais após o fechamento das lojas, tornando-se o carro-chefe de muitas empresas na hora de fazer a cobrança de débitos. Rápido e fácil, o link de pagamento logo caiu nas graças de lojistas e consumidores.

Se você não sabe como funciona essa forma de cobrança, o nome já é autoexplicativo. O varejista envia ao cliente um link com uma URL que o direciona para uma página simples, na qual ele irá visualizar apenas aquilo que está comprando e preencher com dados do cartão de crédito, CPF, nome completo e finalizar a compra.

 

 

 

 

 

 

Ou seja, o link de pagamento faz com que não só a famosa maquininha seja dispensável (já facilitando assim as transações fora da loja física), como também permite que as transações sejam realizadas on-line sem a necessidade de criação de um e-commerce. 

Mas claro, como costumamos dizer, fraudadores são guiados para onde está o dinheiro. Assim, a modalidade de link de pagamento acabou sendo bastante atrativa, não só por ter um aumento grande no número de transações, mas também por ser algo “novo”, pouco utilizado até então e que traz consigo uma peculiaridade…

Falta de dados cadastrais e de login

Com as mudanças da pandemia, são muitos novos consumidores fazendo algo que não estavam acostumados: comprar pela internet. E essa falta de “cultura” de transações on-line é um atrativo ainda maior para os cibercriminosos.

Somado a isso, os links de pagamentos não exigem login, ou seja, essa transação não passa pelo onboarding, fazendo com que a empresa que enviou o link não consiga “validar” aquele cliente.

Agora, pense comigo: se o cliente tem apenas de colocar os dados pessoais e cartões de crédito, não ficaria mais fácil de fraudadores se aproveitarem dessa situação? Se sua resposta foi sim, você está coberto de razão.

 

 

 

 

 

 

 

 

Com os recentes vazamentos, informações como CPF, nome completo, data de nascimento, e-mail e até dados de cartão de crédito podem estar nas mãos de fraudadores. E, com isso, ele teria o caminho bastante facilitado para aplicar um golpe em um link de pagamento.

Chargebacks

É isso, uma fraude nesse sentido pode gerar os temidos chargebacks, uma ferramenta criada pelas operadoras de cartão para proteger o portador em transações de cartão não presente (ou seja, naquelas que o usuário não precisa colocar a senha para concluir um pagamento: apenas número do cartão, prazo de validade e o CVV, ou código de segurança).

E o consumidor pode solicitar essa devolução nos casos em que ele sofreu um golpe e não realizou a compra. Isso significa que o consumidor sempre está protegido quando não reconhecer uma compra on-line – o que acabou criando uma brecha para criminosos aplicarem fraudes digitais.

Mas como posso me proteger?

 

 

 

 

 

É justamente para te explicar isso que resolvemos escrever este artigo. Mesmo sem a necessidade de o cliente fazer um cadastro, uma boa plataforma de prevenção à fraude como o AllowMe consegue fazer uma análise do dispositivo durante a transação.

Assim, conseguimos identificar algo bastante relevante para determinar se uma transação é uma fraude: o comportamento do cliente e o contexto de uso! O AllowMe consegue identificar, por exemplo, se aquele dispositivo está fazendo várias transações ao mesmo tempo, o que seria um sinal de fraude.

Além disso, possibilitamos a criação de regras personalizadas que permitem observar o comportamento de compra do consumidor.

Quer mais? Nossa plataforma consegue identificar se o CPF ou e-mail utilizados durante a transação com link de pagamento já estiveram em algum vazamento de dados, acendendo um alerta de risco.

Nossa análise do dispositivo também consegue observar a geolocalização do usuário, analisando se aquele local está realizando muitas transações naquele momento, e ainda a reputação do IP do portador do device.

Nosso time também desenvolveu uma funcionalidade relacionada à geolocalização dos aparelhos. Vamos supor que o golpista esteja trocando de dispositivo ou IP a todo instante para realizar a transação fraudulenta. Nossa plataforma consegue identificar essa atitude e barrar transações realizadas daquele determinado endereço, detectando a fraude antes mesmo de ela acontecer.

Contamos ainda com o efeito rede como forte aliado. Com nossa base de mais de 60 milhões de dispositivos cadastrados, se um fraudador já tentou acessar uma conta roubada por meio daquele mesmo dispositivo em algum parceiro, o AllowMe vai bloquear imediatamente aquela tentativa de golpe.

Quer saber como podemos te ajudar? Preencha este formulário e fale com um dos nossos especialistas!

Felipe Oliveira é jornalista apaixonado por futebol, mas decidiu levar os esportes apenas como lazer depois trabalhar direto da redação em uma edição de Jogos Olímpicos e uma Copa do Mundo. Formado também em Direito, desde 2019 aceitou o desafio de escrever sobre tecnologia e, em 2021, atuar com marketing no mercado de prevenção à fraude e pagamentos digitais. No tempo livre gosta de assistir a jogos de futebol e matar a saudade da infância com canais de Youtube sobre games antigos.