Conhecer as armas dos adversários sempre foi fundamental para conseguir vencer uma disputa. Por exemplo, imagine a seleção olímpica de vôlei masculino se preparando para enfrentar a poderosa seleção da França na fase de grupos das Olimpíadas de Tóquio e não analisar a movimentação do atacante Earvin N’Gapeth.

Ou ainda a seleção feminina de vôlei se preparar para enfrentar a Sérvia sem se preocupar com a oposta Tijana Bošković. E não pense que esse assunto não tem a ver com prevenção à fraude!

Confuso? Calma que já vamos explicar!

 

 

 

 

 

Assim como num jogo de vôlei ou uma partida de futebol, conhecer os potenciais adversários é muito importante quando o assunto é prevenção à fraude. Claro, depende sempre do mercado a que se está olhando, mas é sempre muito importante estar atento aos movimentos que estão acontecendo na hora de tomar uma decisão de roadmap de produto.

“Se a gente estiver olhando para fintech, por exemplo, é muito importante entender o que está acontecendo, qual fraude nova está rolando? Como vai se prevenir? Como fazemos para conscientizar nossos usuários?”, explicou Marcela Fiamenghi, product manager da Hash, durante a AllowMe Session “Proteção da jornada digital é o “segredo oculto” do sucesso para apps e fintechs?.

E aí você até pode se perguntar onde conseguir essas informações. De fato os fraudadores são muito criativos e se aproveitam de qualquer nova situação para conseguir induzir alguém ao erro e fazer uma nova vítima. Por isso, é sempre bom estar atento ao que está em alta para se antever e conseguir prevenir fraudes.

“Meu maior indicador é a imprensa, o que está saindo agora. E aí, obviamente, tem os clássicos, que seria dar uma olhada na Receita Federal, ler as regras do BACEN (Banco Central), entender as regras da LGPD, estudar todas as regras dos órgãos reguladores e entender o porquê eles estão regulando isso. Isso com certeza é um bom indicador”, aconselha Marcela.

Conhecer a base de clientes é fundamental!

Quer mais uma ligação da prevenção à fraude com as Olimpíadas? Então lá vai: é fundamental conhecer suas peças para conseguir a melhor estratégia.

Vamos pensar, por exemplo, no revezamento 4×100 medley, no qual os Estados Unidos conquistaram o ouro na natação nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016 – a última medalha da lenda Michael Phelps.

Para chegar ao topo do pódio, os norte-americanos organizaram sua equipe da melhor forma possível, ou seja, analisando o que cada um poderia entregar. Assim, Ryan Murphy, que já havia conquistado dois ouros no nado costas, abriu a sessão em seu nado principal. Phelps, que conquistou dois ouros no nado borboleta, foi usado para essa parte da competição, enquanto Nathan Adrian, especialista no nado livre, fechou o revezamento. Resultado: medalha de ouro e recorde olímpico.

 

 

 

 

 

 

 

 

Assim também é a prevenção à fraude. Para conseguir vencer a disputa, não basta apenas olhar para as fraudes que serão enfrentadas, mas também entender o perfil do cliente para conseguir estabelecer os padrões e as regras.

“O que a gente chama de regras: vamos pensar no caso de uma pessoa que pede para alterar um endereço, um dado cadastral sensível. Quais são seus dados cadastrais sensíveis que são obrigatórios e que toda vez que alguém for alterar o endereço precisa ter a permissão? X, Y e Z? É isso que vamos deixar como regra”, explica Marcela.

“Você estabelece regras internas e vai entendendo como os fraudadores tentam fraudar seu produto. E aí essas regras você vai sempre batendo, aprimorando e passando internamente”, completa.

Ao estabelecer essas regras você consegue mapear o perfil do seu usuário e diferenciar os bons clientes de potenciais fraudadores. Por exemplo, já imaginou se uma empresa se baseia apenas em dados estáticos como CPF e RG para bloquear ou liberar uma transação? Com a quantidade (e o tamanho!) de vazamentos recentes, é provável que quase todas as compras fossem barradas, já que o cliente estaria em uma blocklist.

“Vai muito do seu segmento, seu produto, mapear internamente as regras e ver o que faz sentido. Isso levanta uma bandeira vermelha, essa outra ação levanta uma bandeira amarela. E aí combinar isso com a permissão, a autenticação. É todo um trabalho em conjunto do time do risco com o time de segurança”, finaliza Marcela.

Mas como consigo fazer isso?

É aqui que uma plataforma como o AllowMe entra. O AllowMe é uma ferramenta de prevenção a fraudes e de gerenciamento de identidade digitais. Conseguimos analisar todo o padrão de comportamento dos usuários e assim impedir que fraudes ocorram antes mesmo de o golpista conseguir acessar a conta da vítima.

Com uma análise do dispositivo é possível verificar informações como geolocalização, redes de wi-fi acessadas, fabricante e modelo do aparelho, além de inúmeras outras variáveis que diferenciem dispositivos de clientes legítimos daqueles utilizados para fins obscuros. Ou seja, mesmo que os golpistas possuam todas as informações cadastrais, a fraude será identificada por meio da análise do contexto.

Além disso, também podemos implementar o Múltiplo Fator de Autenticação (MFA), capaz de trazer mais segurança durante cadastros, acessos e transações. Esses recursos fazem do AllowMe uma excelente solução.

Quer saber como podemos te ajudar? É só preencher este formulário!

Artigo escrito por Felipe Oliveira
Felipe Oliveira é jornalista apaixonado por futebol, mas decidiu levar os esportes apenas como lazer depois trabalhar direto da redação em uma edição de Jogos Olímpicos e uma Copa do Mundo. Formado também em Direito, desde 2019 aceitou o desafio de escrever sobre tecnologia e, em 2021, atuar com marketing no mercado de prevenção à fraude e pagamentos digitais. No tempo livre gosta de assistir a jogos de futebol e matar a saudade da infância com canais de Youtube sobre games antigos.

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