Imagine que você está na zona de embarque de um aeroporto, prestes a fazer a viagem internacional dos sonhos. Quando chega a hora de entrar no avião, um funcionário da companhia precisa identificar que é você que está ali e para isso pede a passagem aérea e o passaporte.

Naquele momento ele olha os dados na passagem, como o número do passaporte, para em seguida pegar seu documento, verificar se os dados batem e olhar sua foto para, enfim, liberar seu acesso para seguir para as merecidas férias.

Calma, eu sei que você deve estar se perguntando:

Mas o que isso tem a ver com identidade digital?

 

 

 

 

 

Bom, quando você vai acessar sua conta bancária, por exemplo, o banco precisa comprovar que aquele acesso está sendo feito realmente por você. E quando falamos em identidade digital, é importante lembrar que ela não é simplesmente a digitalização do seu RG, por exemplo.

Pense que as coisas ocorrem de maneira parecida com o filme Avatar, de 2009. No longa, dirigido por James Cameron, o ex-fuzileiro naval Jake Sully passa a fazer parte da comunidade dos Na’vi por meio de seu avatar, enquanto o corpo físico do homem está em outro local.

Ali, Jake de fato se identifica com a rotina de vida daquela tribo, passa a conviver cada vez mais com as pessoas, se apaixona, etc. Podemos dizer que Jake acabou criando outra identidade, além da que já possuía.

Então quer dizer que tenho uma nova identidade?

 

 

 

 

No mundo digital é mais ou menos assim. Não é que ali você deixou de utilizar o CPF, o RG ou a CNH para se identificar. Na verdade, isso depende muito do sistema que você está tentando acessar, e em muitos casos ainda é preciso fornecer essas informações para a criação de contas e cadastros.

Mas quando você acessa sua conta no Facebook, por exemplo, é preciso apenas colocar o e-mail e a senha para se identificar. Mas em alguns casos outros procedimentos podem ser solicitados, como colocar sua digital no Linkedin (a validação biométrica).

Mas também é possível criar uma identidade digital com base em características próprias de um dispositivo (fingerprint). Independentemente de qual aparelho você usa, sabemos que milhares de pessoas ao redor do mundo possuem exatamente aquele mesmo modelo. Contudo, o fingerprint de cada um será diferente.

“Todo usuário tem uma característica única, cada dispositivo possui várias informações que são apenas daquele usuário. Podemos coletar essas informações, como geolocalização e as redes de wi-fi que normalmente usa (dentre outras centenas de variáveis), e utilizar nossa inteligência artificial, para criar o chamado fingerprint, que seria uma impressão digital daquele aparelho. Ou seja, por mais que existam muitos aparelhos iguais ao meu, é extremamente difícil que outro dispositivo dos mesmos fabricante e modelo terá as mesmas características”, explica Deaulas Neto, Product Owner do AllowMe.

Por isso proteger os dados é tão importante

Voltando ao nosso caso da viagem de avião, você pode já ter lido alguma reportagem sobre alguém que falsificou o passaporte ou até mesmo mudou fotos de documentos para conseguir embarcar. Contudo, sempre que pensamos nisso, sabemos que não é muito recorrente.

Mas no caso da internet, isso toma outras proporções. Temos acompanhado recorrentes vazamentos de dados que expõem milhões de números de CPF, RG, CNH, além de e-mails, endereços e até mesmo fotos de algumas vítimas. Isso pode fazer com que fraudadores utilizem seus dados para tentar burlar um sistema (ou muitos).

Leia mais: Novo vazamento de dados expõe números de celulares, mas não o fingerprint; entenda

Para as empresas, além das perdas financeiras com possíveis golpes, um vazamento de dados como esse trará muitos danos à reputação.

E é aqui que a identidade digital fica tão importante!

Imagine que um fraudador se aproveita desse vazamento para tentar acessar sua conta. Ele coloca o RG, o CPF, uma foto, enfim, uma série de dados que teoricamente ficaria impossível para que alguém suspeitasse.

E aqui entra o X da questão. No caso do aeroporto, a pessoa que está na porta do avião talvez não seja perita em documentoscopia e identifique de bate-pronto que o documento foi fraudado. Mas calma que no mundo on-line você pode ser protegido justamente por sua identidade digital.

 

 

 

 

 

 

Um sistema como o AllowMe, por exemplo, é capaz de proteger empresas desse tipo de fraude utilizando o comportamento do usuário. Para isso, realiza uma análise no dispositivo que está tentando acessar determinada conta e, após verificar o comportamento, libera ou não o acesso.

“A gente protege identidades digitais ajudando empresas com qualquer tipo de operação digital a melhorar seus resultados de forma segura e simples. Esse é o propósito do AllowMe”, explica Deaulas.

Quer saber como o AllowMe pode te proteger após um vazamento de dados? Entenda mais preenchendo este formulário!

Artigo escrito por Felipe Oliveira
Felipe Oliveira é jornalista apaixonado por futebol, mas decidiu levar os esportes apenas como lazer depois trabalhar direto da redação em uma edição de Jogos Olímpicos e uma Copa do Mundo. Formado também em Direito, desde 2019 aceitou o desafio de escrever sobre tecnologia e, em 2021, atuar com marketing no mercado de prevenção à fraude e pagamentos digitais. No tempo livre gosta de assistir a jogos de futebol e matar a saudade da infância com canais de Youtube sobre games antigos.