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CPFs de pessoas mortas são usados para fraude de identidades sintéticas, mas é possível evitar!

Felipe Oliveira
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Os vazamentos de dados marcaram o ano de 2021, com alguns deles expondo os dados de mais de 220 milhões de brasileiros. Sim, se você pensou que esse número é superior à quantidade de pessoas vivas no país você está certo! E claro, cibercriminosos têm utilizado os dados de pessoas mortas para aplicar golpes e obter obter ganhos financeiros.

E não foram apenas os CPFs que vazaram: informações como RG, passaporte, endereço, e-mail e até mesmo fotos das pessoas estão disponíveis para que os golpistas utilizem.

Por isso, utilizar apenas dados físicos em um processo de onboarding, por exemplo, está longe de ser seguro. Tendo em mãos número de CPF, RG, endereço e um dispositivo com acesso à internet, um golpista pode criar uma identidade sintética, ou seja, utilizar dados reais e combiná-los com informações falsas para obter uma “identidade nova”.

Assim, seria possível se passar por outra pessoa e não apenas fazer uma compra, como também realizar aberturas de contas falsas em bancos, fintechs ou até mesmo em corretores de criptomoedas.

Os fraudadores ainda poderiam solicitar um cartão de crédito e realizar compras em nome de outras pessoas, o que geraria um chargeback. Ou ainda utilizarem as diversas contas criadas para testarem os dados cartões de crédito vazados (ou clonados) e, assim que validados, os utilizarem em transações fraudulentas – uma baita dor de cabeça, não!?

Ou seja, a mera checagem de dados cadastrais é insuficiente para uma fraud detection. Além disso, a criação de uma blocklist com CPFs vazados faria com que quase 100% das transações fossem barradas, já que são milhões de dados vazados atualmente.

Por isso, os melhores negócios necessitam de um autenticador de fraudes robusto, que atue não apenas para prevenir golpes como também para proteger a identidade digital dos bons clientes e auxiliar na conversão. A prevenção à fraude é fundamental para que os melhores negócios cresçam de maneira segura e evitem prejuízos com golpistas.

Como me prevenir?

Os diversos vazamentos de dados e as fraudes de identidade sintética são alguns dos motivos que insistimos tanto na análise do dispositivo. Com uma plataforma que realize uma análise do device robusta, por mais que o golpista tenha em mãos todos os dados que possibilitem alcançar seu objetivo, a fraude pode ser mitigada.

Um dos pontos mais importantes na análise do dispositivo é que ela vai muito além dos dados cadastrais. Os dispositivos que utilizamos são fundamentais para a prevenção à fraude, já que dizem muito sobre nós e auxiliam uma plataforma robusta a fazer uma boa análise de contexto.

No AllowMe, essa análise não vai se limitar a observar os dados fixos, mas todo o cenário daquela navegação, incluindo o comportamento e informações daquele aparelho que está tentando realizar uma fraude, como fabricante, modelo, geolocalização, redes de wi-fi utilizadas, além de outras variáveis.

Isso significa que a análise de dispositivos viabiliza uma verificação precisa do comportamento de uma pessoa em um site ou app. E, com esta variável, torna-se possível detectar bons clientes e fraudadores. Tudo isso sem gerar fricção e prejudicar a experiência do usuário.

Além disso, contamos com uma base de mais de 80 milhões de dispositivos e o efeito rede como forte aliado para que golpes desse tipo sejam evitados. Caso aquele dispositivo esteja marcado em nossa base como “ruim”, ele será bloqueado antes mesmo de realizar a operação fraudulenta.

Isso porque, apesar de ter dados para criar inúmeras contas em mãos, os golpistas não utilizam muitos dispositivos. Assim, seria possível, por exemplo, identificar se determinado smartphone está acessando diversas contas, identificar que tal comportamento se trata de uma transação fraudulenta e barrar a fraude. Além disso, permitimos a parametrização de regras, o que deixa nossa plataforma de prevenção à fraude ideal para o seu negócio crescer de forma segura e simples.

Ainda não é cliente AllowMe? Preencha este formulário e converse com nosso time de especialistas.

Artigo escrito por Felipe Oliveira

Felipe Oliveira é jornalista apaixonado por futebol, mas decidiu levar os esportes apenas como lazer depois trabalhar direto da redação em uma edição de Jogos Olímpicos e uma Copa do Mundo. Formado também em Direito, desde 2019 aceitou o desafio de escrever sobre tecnologia e, em 2021, atuar com marketing no mercado de prevenção à fraude e pagamentos digitais. No tempo livre gosta de assistir a jogos de futebol e matar a saudade da infância com canais de YouTube sobre games antigos.

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