O Dia do Consumidor chegou e, junto a ele, milhares de promoções se espalham pelo e-commerce. Comemorada nesta segunda-feira (15 de março), a data rende ações de marketing que podem durar por toda a semana.

Mas essas promoções, além de chamar muitos consumidores, podem atrair também fraudadores. Por isso, além de elaborar uma estratégia para promoção é necessário também pensar muito bem na prevenção à fraude.

Separamos, então, algumas dicas que podem ser fundamentais para que você não tenha problemas em uma data que pode ser bastante produtiva.

Entre fraudadores que tentam dar uma de espertinhos até erros estratégicos junto à equipe de segurança, confira alguns problemas que podem prejudicar o e-commerce no Dia do Consumidor.

Vendas no boleto e o “sequestro de estoque”

Esse tipo de golpe envolve diretamente a concorrência e tem o objetivo de prejudicar as ações de uma loja virtual – especialmente durante períodos de alta sazonalidade. Imagine um e-commerce que vende eletrodomésticos e, após negociações com fornecedores, consegue oferecer um alto percentual de desconto em um determinado modelo de geladeira. Acreditando que a demanda vai aumentar devido a uma promoção que está realizando, este local faz até um estoque um pouco maior do que costuma ter.

No dia da promoção, o lojista percebe que está tendo sucesso total. Todo estoque acaba rapidamente e os clientes começam, inclusive, a migrar para o concorrente, já que não há mais produtos disponíveis.

 

 

 

 

 

 

Mas o problema aparece apenas no dia seguinte. Se a maioria das compras foi realizada com a opção de boleto bancário, o pagamento pode levar alguns dias úteis para ser compensado. Como quem realizou a compra não tinha intenção de adquirir o produto, mas apenas reservar o estoque, ela simplesmente não paga os boletos e o lojista fica com tudo encalhado.

Por isso, em momentos como este, há até quem defenda tirar a opção de pagamento via boleto bancário durante períodos de grande promoção. Mas o monitoramento de jornada digital – desde a abertura de contas até a conclusão de um pagamento – também pode ser uma ótima alternativa de prevenir este tipo de golpe.

Alinhamento entre áreas de negócio e prevenção à fraude

Este passo é fundamental e parece bastante óbvio, mas nem todas as maiores corporações têm já este alinhamento definido. Quando as equipes de prevenção à fraude (e também os fornecedores) são avisadas com antecedência das ações promocionais que serão realizadas, a tendência é que o faturamento seja maximizado. Se isso não ocorrer, há o risco de que a área acabe se tornando uma “prevenção a vendas”.

Imagine que uma loja costuma vender diariamente 100 produtos para uma região específica do País, mas na semana do consumidor essa demanda sobe para 1.500 vendas diárias graças a uma ação promocional direcionada para aquele local.

Se a área de prevenção à fraude não estiver alinhada com a promoção que está sendo realizada, possivelmente ela vai desconfiar desse grande aumento de volume e vai barrar algumas compras. Afinal, um pico de vendas assim poderia muito bem ser classificada como um ataque de tentativas de fraude, concorda?

 

 

 

 

 

Portanto, um bom planejamento junto ao setor de segurança e prevenção à fraude é fundamental para que tudo saia bem durante sua promoção!

Autofraude

Esse é um clássico para o e-commerce. Apesar de o nome sugerir que a pessoa está prejudicando a ela mesma, não é bem isso que acontece.

Neste golpe, o fraudador realmente realiza uma compra on-line utilizando o próprio cartão de crédito. Além disso, ele confirma todos os seus dados pessoais, mas, agindo de má-fé, entra em contato com a empresa alegando não ter recebido o produto e solicita o reembolso e cancelamento da operação.

Se você está pensando em como se livrar desse tipo de golpe, saiba que uma das principais formas é algo que falamos bastante por aqui no AllowMe: o efeito rede. Afinal, quem aplica este tipo de golpe não é marinheiro de primeira viagem e já repetiu a dose em outras ocasiões. Uma empresa, isoladamente, talvez não tenha esta visão – mas um fornecedor de proteção de identidades digitais e/ou prevenção à fraude tem mais possibilidade de barrar transações com estas características.

Outra dica importante – e muito mais imediata – está relacionada a guardar comprovantes de entrega ou até mesmo logs de atendimento, caso seja necessário contestar um chargeback futuramente.

Quer saber como podemos ajudar sua a empresa a prevenir fraudes? Preencha este formulário!

Artigo escrito por Felipe Oliveira
Felipe Oliveira é jornalista apaixonado por futebol, mas decidiu levar os esportes apenas como lazer depois trabalhar direto da redação em uma edição de Jogos Olímpicos e uma Copa do Mundo. Formado também em Direito, desde 2019 aceitou o desafio de escrever sobre tecnologia e, em 2021, atuar com marketing no mercado de prevenção à fraude e pagamentos digitais. No tempo livre gosta de assistir a jogos de futebol e matar a saudade da infância com canais de Youtube sobre games antigos.