Por ser um dos mercados mais rentáveis no país, o turismo está sempre na mira de cibercriminosos, mas alguns golpes podem ser evitados ao se investir em ferramentas de prevenção à fraude

Viajar e conhecer novos lugares e culturas é algo tão presente nas preferências das pessoas que o ramo do turismo acabou ganhando, em 1980, uma data comemorativa, o Dia Mundial do Turismo, celebrado em 27 de setembro.

O segmento é um dos que mais gera receita no país – dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgados em 2019 mostraram que o rendimento do setor no ano passado foi de R$ 136,7 bilhões, o maior registrado nos últimos quatro anos – e, justamente por essas características, também é um dos mais afetados por fraudes.

Números mais recentes mostram que grande parte das fraudes sofridas por este setor acontecem através de transações feitas por cartões de crédito previamente obtidos por fraudadores a partir de vazamentos, roubos de contas e credenciais e/ou processos falhos de recuperação de conta, entre outros problemas de segurança. 

Segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês) 46% dos fraudadores utilizam este meio de pagamento para comprar passagens aéreas. Ainda de acordo com o mesmo levantamento, estes golpes por meio de cartões trouxeram um prejuízo de US$ 1,4 bilhão – ou R$ 5,7 bilhões – nas Américas em um ano, e metade de tudo isto acontece no Brasil.

* Baixe o estudo de caso “Roubo de Contas e Credenciais – Entenda como a Tempest Security Intelligence atua no combate ao roubo de contas com as áreas de Threat Intelligence e AllowMe”

A seguir, veremos como certos casos de fraude podem acontecer e como eles podem ser evitados com o investimento em ferramentas de prevenção à fraude.

Passagens aéreas: anúncios de ofertas, possibilidade de embarque com boletim de ocorrência e autofraude

Fraudes envolvendo compra de passagens aéreas acontecem com mais frequência do que se imagina. Criminosos se aproveitam do desejo das pessoas em viajar para tirar vantagem de quem está em busca de preços mais baixos, utilizando técnicas de phishing para, por exemplo, anunciar passagens mais baratas nas redes sociais, atrair as vítimas para sites falsos e roubar dados pessoais e de pagamento para serem usados em golpes contra agências de turismo e companhias aéreas.

Em situações como estas, é essencial desconfiar de ofertas extremamente atrativas e verificar sempre a fonte de onde o anúncio está sendo feito.

Outro tipo comum de fraude é a autofraude, quando um fraudador adquire uma passagem em seu nome mas solicita o reembolso para a empresa emissora do bilhete, alegando não ter sido o autor da compra. Em situações como estas, a utilização de Multifactor Autentication (MFA) pode ajudar a identificar que o dispositivo utilizado na transação foi o do comprador, o mesmo que utilizou em transações anteriores que não foram reclamadas. Desta forma, a empresa lesada pode contestar o fraudador sobre aquela compra não ter sido, de fato, ele.

* Leia também: A autofraude e seu possível aumento em meio à crise

Também há registros de crimes de falsidade ideológica. No momento do embarque, o fraudador poderá apresentar um boletim de ocorrência alegando que os documentos originais foram perdidos ou roubados e desta forma, conseguir embarcar. Porém, no momento da compra, ao utilizar de um cartão de crédito roubado, por exemplo, este número pode ser identificado como suspeito, vazado ou envolvido em outras fraudes. Desta forma, a passagem não poderá sequer ser emitida.

Pacotes de hospedagem em hotéis e alugueis de carro também correm risco?

Estes serviços também estão na mira de criminosos, podendo trazer grandes prejuízos às empresas. Ao alugar um veículo, por exemplo, é preciso fornecer uma série de dados do condutor no momento do onboarding, os quais podem ser dados roubados. Uma vez que o cadastro foi feito, no momento da retirada do veículo, como muitas vezes não há uma segunda verificação daquelas informações no momento da retirada do veículo, criminosos acabam conseguindo o que querem.

Já em se tratando de hotéis, estes estabelecimentos podem ser prejudicados com pedidos de chargeback. Já imaginou vir na fatura do seu cartão uma cobrança feita em um determinado hotel em outra cidade? Quem foi vítima da falsa reserva irá imediatamente contatar o estabelecimento e solicitar o estorno do valor daquela transação. 

Estas situações podem ser evitadas, por exemplo, com a verificação do comportamento do dispositivo utilizado na transação – mesmo que sejam dados de clientes conhecidos pela empresa, se o device for desconhecido, a transação poderá ser negada, bloqueando então o aluguel daquele carro ou a reserva naquele hotel logo no primeiro contato com a empresa.

* Leia também: Dia do Internauta: conheça golpes aplicados com frequência na web e fique atento à segurança de seus negócios e clientes

Prevenir transações fraudulentas, sem gerar ruídos para o usuário, é essencial no segmento do turismo

Existe uma linha tênue entre segurança e usabilidade. Ao mesmo tempo em que empresas querem oferecer autonomia aos seus clientes, de forma que eles mesmos consigam realizar um auto atendimento, é preciso estar atento à entrada de possíveis fraudadores com credenciais roubadas.

* Leia também: Dia do Cliente: saiba como diferenciar consumidores reais de possíveis fraudadores

Verificação automática de endereço através da geolocalização; checagem de e-mail, número de telefone e CPF em blocklists para verificar se já foram envolvidos em algum tipo de vazamento; dupla autenticação do usuário via SMS, ligação, push, token, OTP, entre outros; análise comportamental e contextual dos dispositivos utilizados são alguns exemplos de funcionalidades que podem ajudar na prevenção a fraudes.

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